sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Como fazer o manejo de pastagens para gado de corte?

Você sabe como fazer o manejo de pastagens adequado para o gado de corte?
No Brasil, diferente dos Estados Unidos onde os bovinos são criados em confinamento, a principal fonte de alimentação do gado de corte são as pastagens. Isso acontece pois, o país possui condições territoriais e climáticas ideais para o crescimento de plantas forrageiras e gramíneas, que são a maior parte da nutrição dos animais. No entanto, para lidar com a escassez e também para que o gado atinja o peso ideal para o abate é preciso fazer o manejo de pastagens.
O manejo de pastagens para gado de corte é um conjunto de técnicas e ações que garantem o acesso dos bovinos, desde o nascimento até o abate ao alimento de qualidade. Essa condição deve ser mantida mesmo nos períodos em que a ocorrência de chuvas é menor.
Se você quer saber mais sobre como garantir uma pastagem adequada para o gado o ano todo, leia este artigo até o final! Aqui, vamos falar sobre a importância de ter um bom pasto e as principais técnicas de manejo para obter melhores resultados na engorda. Confira!

Qual é a pastagem ideal para gado de corte?


Os bovinos são animais ruminantes e, por isso, utilizam uma cooperação com as bactérias para extrair nutrientes de alto valor biológico. Mesmo que seja a partir de alimentos de baixo valor nutricional, como as pastagens em geral. Nesse sentido, a vantagem de criar o gado na pastagem é que, diferente do sistema de confinamento, o custo com suplementação e ração é menor.
Investir no correto manejo de pastagens é fundamental para que o animal consiga extrair os nutrientes necessários. Os principais componentes da alimentação devem ser as proteínas e fibras para ganhar o peso adequado.
Para garantir uma boa alimentação é recomendado que a forragem do pasto esteja bem fechada e saudável. É importante destacar que os bovinos normalmente preferem as plantas cujas folhas estão mais baixas e verdes. Além disso, é ideal que a pastagem esteja volumosa, possibilitando que o animal forme o bocado (grande quantidade de alimento na boca) de forma mais rápida. Isso evita que ele tenha que se deslocar muito para comer pois, com isso,  eles acabam pisoteando outras áreas e diminuindo a eficiência do pasto.

Como fazer o manejo de pastagens para gado de corte?

Como vimos, existe um padrão indicado para que o gado atinja o peso de abate dentro do tempo estipulado, que é em torno de 24 meses. Para que isso ocorra é preciso adotar algumas medidas de manejo de pastagens. Quer saber quais são? Então continue a leitura!

Sistema rotacionado

Uma das formas mais comuns de manejo de pastagens são os sistemas rotacionados, nos quais a área é subdividida em piquetes. Nessas áreas, o pastejo é feito em sequência, ou seja, o gado é colocado em um piquete por vez. Dessa forma, quando chegar no último, o primeiro já tenha se regenerado.
O sistema rotacionado é importante para a recuperação da planta e para que a rebrota seja mais vigorosa. Com isso, garante a persistência da pastagem por mais tempo.
Entretanto, os produtores que preferirem podem adotar uma espécie de pasto-pulmão. Ou seja, um piquete extra. Essa área deve ficar reservada para que, em caso de seca ou tempo insuficiente para a regeneração do primeiro, os animais possam ser levados e manter a sua alimentação sem prejuízos.

Adubação

A adubação consiste na utilização de corretivos e fertilizantes para o crescimento e manutenção da pastagem bem como a elevação da capacidade produtiva da fazenda.
Para fazer uma adubação correta, o ideal é que um especialista em nutrição do solo faça a análise. Além disso, ele deve planejar as intervenções mais indicadas de acordo com as demandas nutricionais. Caso contrário, o investimento pode dar errado e o produtor não obtém o resultado esperado, levando a prejuízos.

Irrigação

irrigação permite que o manejo da bovinocultura de corte seja mais simples que um sistema tradicional. Esse recurso permite que haja menor flutuação na produção devido ao veranico. Ao mesmo tempo, possibilita mais estabilidade nas regiões com ocorrência de altas temperaturas.
A irrigação pode ser combinada com a adubação, utilizando a técnica da fertirrigação (adição de fertilizantes na água). Essa técnica permite que as plantas forrageiras tenham melhor valor nutricional e maiores índices de produção.

Controle de plantas daninhas

As plantas daninhas prejudicam as pastagens à medida em que compete por nutrientes, luz e água. Por essa razão, é necessário que medidas para diminuir o dano sejam tomadas o quanto antes.
O produtor pode optar pelo controle preventivo, que evita o surgimento e a manutenção da praga. Ele pode ser mecânico, físico, químico e de integração de métodos.
Vale lembrar que o manejo de pastagens de gado de corte é fundamental para o desenvolvimento do rebanho em todas as etapas de crescimento e engorda. Por isso, vale a pena conhecer um pouco mais do assunto!
Esse artigo faz parte de uma série de 5 posts sobre a criação e nutrição do gado de corte. Se não quer perder nenhuma novidade, fique ligado aqui no blog.
Fonte: Embrapa, Agroceres, Canal Rural
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019


Potro órfão

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Como alimentar o potro órfão Como alimentar o potro órfão. 
O colostro é um alimento vital para o potro que acabou de nascer, pois contém anticorpos que fortalecem seu sistema imunológico.

 Assim que o potro nasce, o animal requer alguns cuidados essenciais par que se desenvolva forte e saudável. Especialmente, as 18 primeiras horas após o nascimento são cruciais para a plena saúde do pequeno equino. Quando o parto da égua ocorre de forma tranquila e natural, assim que nasce, o potro é limpo pela mãe. Minutos após, o animal se levanta e é amamentado pela égua com o primeiro leite - colostro. 

O colostro é um alimento vital para o potro que acabou de nascer, pois contém anticorpos que fortalecem o seu sistema imunológico. Até a 18ª hora do nascimento, o potro possui aparelho digestivo permeável à absorção desses anticorpos. Daí a importância da amamentação do potro nos meses iniciais de vida. Infelizmente, muitos partos não vão bem e os potros órfãos ficam à mercê do destino caso medidas não sejam tomadas. 

Mas como alimentar o potro órfão - ainda na fase de amamentação? 

O criador deve fornecer ao potro o colostro de outra égua. É importante ressaltar que as éguas que pariram com saúde possuem colostro suficiente para sua prole e para os órfãos recém-nascidos. Ele pode ser congelado e reaquecido no momento de fornecê-lo ao pequeno equino. Caso esse alimento não esteja disponível na propriedade, o criador deve buscá-lo em haras onde houver banco de colostro - caso contrário a vida do potro estará em jogo. 

Os cuidados com alimentação do potro continuam com o desmame. A dieta do animal deve suprir as necessidades de desenvolvimento do potro. No primeiro mês, o ganho de peso médio ideal deve ser de 1500 a 1800 g/dia (animais de porte maior). No segundo mês, deve permanecer entre 1200 e 1300 g/dia. Já nos seis meses seguintes, em torno de 750 g/dia - para que o potro cresça saudável e vigoroso. 

Portanto, dietas desiquilibradas e carentes de nutrientes podem causar sérios danos ao desenvolvimento do equino. 
Nos três primeiros meses de vida, o organismo do potro não consegue processar alimentos grosseiros 

Por isso, para potros de até três meses de vida, a alimentação deve ser láctea, muitos criadores utilizam amas de leite - éguas recém-paridas que aceitam o potro órfão. Em geral, o criador cobre o potro com urina, leite ou fluídos placentários da égua adotiva para que o órfão cheire como ela. Em geral, a ama de leite aceita o potro em 24 horas. Outra boa alternativa são os sucedâneos do leite de égua - como o leite de vaca ou cabra. Para isso, o criador deve diluir duas partes do leite para uma parte de água mais 2% de dextrose. A quantidade necessária é de 18 a 20 litros (raças leves) e 23 a 28 (raças pesadas). O aumento do volume de leite deve ser gradativo. 

fornecimento de leite ao potro órfão deve ser feito a cada 4 horas (dia e noite). Após as duas semanas do nascimento, pode-se dividir o total em duas partes (6 da manhã e 8 da noite) - até o início do quarto mês de vida (desmame). 

Fonte: gestão do campo 

Ou seja por qualquer motivo que leve ao potro fica órfão, seja a égua rejeitar ou a perda da mãe , criar um potro órfão requer cuidados fundamentais para seu desenvolvimento , como a amamentação láctea e com a ração própria para potro, nunca tenta colocar uma ração para cavalo adulto, porque o organismo do potro não esta hábito a receber a quantidade de carboidrato que há nesse tipo de ração, além que o potro necessita de uma ração com maior valor de proteína entre 18% a 20% . Enquanto que na maioria das vezes a ração para cavalo adulto tem apenas 15%.


Cuidados durante a gestação de éguas: os primeiros 60 dias são os mais críticos



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Os primeiros 60 dias da gestação são os mais críticos e, por essa razão, as éguas gestantes devem ser submetidas a um regime sem estresse. 

Finalizando a estação de monta, é chegada a hora de cuidarmos das éguas que se tornaram gestantes. Tudo se inicia pelo manejo geral da propriedade, onde os animais devem ser alojados em piquetes e divididos por categorias, onde uma delas será as de éguas prenhas. Essa atitude é importante para podermos manter uma qualidade nutricional adequada para esses animais, que, a partir de agora, passam a levar um potro em seu ventre e o mesmo também precisará de uma demanda energética para o seu bom desenvolvimento. Com isso, o piquete destinado a esse lote de animais deve ser com boas dimensões, capim de excelente qualidade, sal mineral, água disponível à vontade, limpa e em suficiente quantidade para o número de animais. 

Os primeiros 60 dias da gestação são os mais críticos e por essa razão essas fêmeas devem ser submetidas a um regime de “zero estresse”, ou seja, tentar evitar nesse momento falta água, por menor que seja o período, troca de ração, transporte, intensa movimentação próximo ao local onde estejam, entre outros. 

O acompanhamento médico veterinário deve ser mensal, através de exames clínicos e ginecológicos, principalmente através da ultrassonografia com o objetivo de monitorar essa gestação. Esse exame é importante, pois poderá detectar uma morte embrionária, que é considerada até 40 dias de gestação ou mesmo um aborto que ocorre após essa data. Atualmente a incidência detectada de morte embrionária entre 12 e 40 dias de prenhez esta´ na ordem de 10 a 15% para éguas jovens e de 20 a 30% para éguas idosas (mais de 21 anos). 

Quanto ao manejo profilático nesse grupo de éguas gestantes, é fundamental salientar a importância do controle de ecto e endoparasitas, porém para isso é de extrema necessidade a consulta de um médico veterinário especialista para o uso de produtos no período correto e que não sejam prejudiciais a gestação, pois muitos podem causar aborto. Quanto à vacinação, antes de se tornarem gestantes, as éguas devem estar protegidas contra a raiva. Durante a gestação recomenda-se a vacinação contra o vírus do aborto equino (herpesvírus) seguindo o protocolo que é ao quinto, sétimo e nono mês de gestação. E um mês antes da previsão do parto, as éguas devem ser vacinadas contra influenza, encefalomielite e tétano. 

O período de gestação nos equinos é de 11 meses, mais precisamente 330-340 dias a contar-se da ovulação da égua, podendo antecipar ou atrasar por alguns dias. Geralmente éguas de primeira cria tendem a antecipar essa data. Chegando próximo de um mês antes do parto, é aconselhável que essas éguas sejam alocadas em piquetes-maternidades, que tenham passado por um vazio sanitário para evitar algum tipo de contaminação, e que esse, seja alternado de ano para ano. Outra opção é o parto em cocheiras, onde da mesma forma essa deve estar desinfetada para receber essa gestante. O tamanho padrão de baia para o parto é de 4 x 4 metros. 

Então se mantemos a égua em um regime de estresse zero, isso incluir não deixa faltar água mesmo que seja por períodos pequenos ,troca de ração ,transporte e muita movimentação podemos minimizar os problema durante a gestação assim chegando ao final da gestação com nascimento de potros saudáveis.

Fonte: revista horse a informação do cavalo no Brasil.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Como escolher a melhor técnica de reprodução do seu rebanho

 

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Um bom desempenho na cria, além dos aspectos relacionados às fêmeas – como monitorar sua condição corporal, ajustar o manejo nutricional e descartar as “vacas vazias” –, envolve uma fase fundamental para o sucesso da pecuária de leite e de corte: a seleção dos reprodutores.
Essa escolha precisa ser baseada na avaliação genética e no tipo de reprodução que será adotada, por monta natural ou inseminação artificial. É o que explica a médica veterinária Thaís Basso Amaral, pesquisadora da Unidade Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
“Ao optar pela monta natural, vários aspectos devem ser considerados e um deles é a escolha do reprodutor, que deve ser embasada na avaliação genética”, reforça a especialista, que é mestre em Zootecnia e doutora em Ciências Geográficas.
De acordo com Thaís, o touro pode reproduzir de 100 a 300 filhos, dependendo da relação touro-vacas, das taxas de prenhez obtidas e do tempo de permanência na propriedade, que gira em torno de seis estações de monta.
“Tais características o tornam responsável por mais de 90% do ganho genético do rebanho, apesar de uma presença física de apenas 5%.”  

Aquisição de touros

 Segundo a médica veterinária, a aquisição desses touros para uso em rebanhos comerciais é compensadora, desde que suas características e preços sejam adequados.
“Para saber quanto o pecuarista pode pagar por um touro, aspectos como tipo de rebanho em que será utilizado, número de vacas com as quais será acasalado, tempo de permanência na fazenda e taxa de prenhez média da propriedade, além, obviamente, de sua qualidade genética, devem ser observados.”
Thaís ressalta, porém, que “a oferta de touros melhoradores ainda não atende às necessidades do rebanho brasileiro, embora esteja em crescimento, com a adesão de grande número de criadores a programas de melhoramento genético”.

Inseminação artificial

A médica veterinária cita ainda outra forma de acesso a touros com alto valor genético: por meio da inseminação artificial. Dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) de 2018 mostram que 8,5 milhões de doses de sêmen de gado de corte foram comercializadas no ano anterior.
Hoje, algo em torno de 12% das matrizes de corte é inseminado, sendo deste total por Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF), que chega a quase 80% das inseminações.
“São várias as vantagens do uso da IATF, dentre elas: a eliminação da necessidade de observação de cios; a curta duração do período de inseminação; altas taxas de prenhez no início da estação de monta; e, consequentemente, concentração dos partos no início da estação de nascimentos”, explica Thaís.
Conforme a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, atualmente, os sistemas mais utilizados são de uma IATF mais repasse com touro; duas IATFs mais repasse com touros; ou ainda, recentemente, três IATFs sem repasse.
“Diante dessas variáveis, torna-se um desafio escolher qual técnica reprodutiva adotar e a decisão acaba sendo tomada de forma empírica ou baseada somente nos aspectos técnicos, sem considerar os econômicos.”

Cria Certo


Nesse contexto, o aplicativo Cria Certo da Embrapa foi desenvolvido para auxiliar o produtor em questões similares.  “Dentre suas funcionalidades, é possível calcular os custos e benefícios dos principais tipos de reprodução existentes: monta natural; IATF em Tempo Fixo mais Repasse com Touro; duas inseminações em Tempo Fixo mais Repasse com Touro; e três inseminações em Tempo Fixo”.
“Há funções que calculam o custo total do método, o custo por prenhez, bem como os benefícios do uso de touros melhoradores como valor adicional por bezerro e valor total.”
Também é possível, de acordo com Thaís, “salvar várias simulações para comparar os diferentes métodos de reprodução e, desta forma, escolher qual é o mais adequado para sistema de produção em questão”.
O app Cria Certo foi desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e está disponível para acesso gratuito no site (www.criacerto.com) e por dispositivos móveis (Android e IOS) e desktop.

Roda da Reprodução


A Embrapa também disponibiliza ao pecuarista o software Roda da Reprodução, um aplicativo móvel que auxilia no gerenciamento de rebanhos leiteiros, permitindo que ele acompanhe o crescimento e o peso das novilhas e bezerras, além do monitoramento dos estágios produtivos e reprodutivos das vacas, de maneira simples.
Conforme a estatal, essa versão atualizada integra a Roda da Reprodução e a Roda do Crescimento em um único aplicativo. A integração dos dados do rebanho é automática, permitindo o gerenciamento completo das fases de reprodução e crescimento, facilitando o trabalho dos produtores rurais. 

CIM Rebanho
Quem cria caprinos também conta com a tecnologia para auxiliá-lo nesse tipo de atividade. Também da Embrapa, o aplicativo do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos (CIM Rebanho) é uma ferramenta que permite ao usuário consultar as estatísticas atuais, série dos últimos cinco anos, de distribuição dos rebanhos caprinos e ovinos em nível mundial, nacional, estadual e municipal.
De acordo com a estatal, nessa consulta é possível obter gráficos dinâmicos com os cinco principais países produtores, cinco principais estados produtores e cinco maiores municípios produtores no estado selecionado. O aplicativo disponibiliza também ao usuário uma ferramenta simples que estima a evolução do rebanho mediante a inserção de índices zootécnicos dimensionados na propriedade ou através de uma simulação com índices de produtividade desejado pelo produtor. Para baixá-lo, gratuitamente, clique aqui!
Conheça outros aplicativos gratuitos da Embrapa, acessando www.embrapa.br/aplicativos.
Fonte: Embrapa 


Cotação: Arroba do boi gordo custa de R$ 115 a R$ 140 em Rondônia

A arroba do boi gordo está custando, à vista, de R$ 115 a R$ 140 em Rondônia. É o que revela a nova cotação agrícola divulgada pela Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater -RO).
O levantamento foi feito entre 15 e 19 de julho. Segundo a Emater, os valores da pequisa referem-se ao preço pago para o produtor rural.A arroba do boi gordo mais barata está no município do Vale do Anari, onde custa R$ 115. O melhor valor é pago ao produtor de Rolim de Moura: R$ 140.

   Veja o preço do boi gordo nos municípios de RO

  Município    Preço por arroba (15 kg)
                               
Porto Velho                     130,00
Guajará-Mirim130,00
Ariquemes134,95
Jaru128,50
Rolim de Moura140,00
Machadinho D'Oeste116,00
Ouro Preto do Oeste135,00
Ji-Paraná136,00
Cacoal136,00
Vilhena130,81
Pimenta Bueno136,00
Espigão D'Oeste137,00
Vale do Anari115,00
Alvorada do Oeste132,00
Cabixi136,00
Chupinguaia136,50
Corumbiara137,00
Pimenteiras136,00
Alta Floresta135,00
Alto Alegre dos Parecis135,00
Nova Brasilândia135,00
Santa Luzia134,00
Rio Crespo116,00
 

A mesma pesquisa da Emater apontou o preço da vaca gorda. No valor à vista, os melhores preços estão nos municípios de Nova Brasilândia e Alta Floresta: R$ 130.



PRINCIPAIS FATORES PARA GADO GANHAR PESO NO PASTO




 1 – Carga/Suporte Fazenda

A fazenda deve ser tratada como uma lavoura de capim. Para que as plantas consigam se desenvolver, é essencial que se respeite 3 aspectos:

A necessidade de reposição de nutrientes do solo;
 A necessidade de crescimento da planta; 
Por último, o que o animal irá consumir. 

Por exemplo, em uma fazenda do Brasil Central, com boa fertilidade natural de solo e com período de chuvas bem delineado de outubro a março, uma pastagem pode produzir até 9.000kg de matéria seca por hectare por ano.

Para manter o solo, precisamos deixar aproximadamente cerca de 2.000 kg/ms por ano como cobertura morta e para a planta produzir adequadamente no próximo ano, precisamos de mais 2.500 kg/ms como resíduo da touceira no final da seca – conforme abordado em nosso artigo 6 Pontos Para Se Implantar Um Sistema De Manejo De Desponte / Repasse E Alavancar Os Resultados Da Fazenda. Desta forma, sobra para o animal cerca de 4.500 kg/ms/ha/ano para ser consumido durante todo o ano. Se um animal de peso médio de 400 kg consome em média 2,5% do peso vivo por dia, seu consumo será de 10 kg/dia. Para calcular a capacidade de suporte desta fazenda por ano (em quilos de peso vivo por hectare), basta dividir a massa de forragem disponível para os animais no ano (4500kg/ms) pelo consumo anual de um animal (peso médio * 2,5% * nº de dias de consumo no pasto).

2 – Carga/Suporte 

É essencial que a carga suporte não seja a média da fazenda. Por exemplo, se tivermos 10 pastos, com 5 acima da carga aceitável e 5 abaixo e na média a fazenda estiver dentro da carga ideal, o desenvolvimento das pastagens fica comprometido. É preciso ter o controle de carga / suporte pasto a pasto. É evidente que esta conta serve apenas como um direcionamento. Por isso é muito importante que a equipe da fazenda esteja muito bem treinada em manejo de pastagens, principalmente nas alturas de entrada e saída de gado e com o “olho treinado”, para avaliar, pela aparência da forragem, o suporte de cada pasto.
3 – Constância de Produto no Cocho 

É de conhecimento de todos que as pastagens brasileiras têm deficiências de uma série de nutrientes que são fundamentais para garantir o ganho de peso. Por isso, a suplementação, apesar de corresponder a apenas cerca de 1% do total médio anual de alimentos ingeridos pelo animal, é fator chave para o sucesso. Como este 1% tem o potencial de balancear os 99% provenientes da pastagem, a ADEQUAÇÃO do suplemento é fundamental para que o rebanho possa expressar todo o potencial de ganho, dentro das condições das pastagens oferecidas. Além disso, a disponibilidade de produto no cocho para os animais, deve ser constante e para que isso ocorra é preciso:

4 – Entreveros 

Entreveros ocorrem todas as vezes em que um ou mais animais invadem lotes distintos ao seu de origem. Isso acontece em grande maioria, devido a falta de manutenção ou má qualidade das cercas divisórias. Essa mistura entre animais que não possuem o costume de estar juntos, causa um abalo na estrutura de poder do grupo, podendo incorrer em brigas e “montação” (sodomia). Agitados, os animais consomem energia e consequentemente reduzem o ganho de peso.

5 – Tamanho do Lote 

Em todos os grupos, existem hierarquias definidas, inclusive em um lote de animais dentro de um pasto. Normalmente, eles seguem a curva de distribuição normal, onde 20% são mais fortes, 70% são normais e 10% são mais fracos. Caso o lote tenha 100 animais, serão 10 animais fracos e que normalmente irão comer e beber em piores condições. Caso o lote tenha 50, serão 5 e caso tenha 20 serão 2. Ou seja, a redução do lote implica na redução do número de animais fracos dentro do mesmo grupo, fazendo com que haja mais homogeneidade de ganho de peso em toda a fazenda. Respeitado os tamanhos de lotes por categoria, minimizam-se as disputas e um lote harmônico expressa melhor seu potencial de ganho.Outro ponto que é influenciado pelo tamanho dos lotes é que lotes grandes exigem áreas grandes. Em áreas grandes, o consumo ocorre próximo a área de cocho e pode haver grande heterogeneidade de consumo de capim dentro do pasto, com super consumo perto do malhadouro e sub consumo em áreas mais afastadas.
6 – Sanidade 

Não deixar acontecer em sua propriedade Não podemos ter sócios indesejáveis dentro do nosso negócio. A presença de vermes e parasitas nos animais consomem seus nutrientes e energia, fazendo com que o ganho de peso fique comprometido. Por isso é importante ter, por exemplo, um planejamento sanitário bem definido e estruturas de fossas cercadas e bem localizadas para descarte de ossadas, evitando o desenvolvimento de botulismo pelo consumo dessas ossadas pelos animais e a contaminação das aguadas.






Entenda a importância da vacina de aftosa em seu rebanho


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A campanha de vacinação contra aftosa já começou. A doença afeta a economia da pecuária. Causa prejuízos entre os produtores e encarece a carne consumida pela população com a redução do rebanho bovino, por isso a vacina de aftosa é indispensável no manejo do gado.

O que é febre aftosa?

Febre aftosa é uma doença contagiosa que afeta principalmente os bovinos. Nos pessoas o risco da doença é pequeno e quando acontece gera algumas aftas e febre.  Já os efeitos no gado são severos. O animal desenvolve aftas, o que dificulta a alimentação e em algumas espécies, pode causar lesões nos cascos. O bovino fica magro e pode ocasionar a morte.
Quando a doença é diagnosticada, a perda é não só de um animal, mas do rebanho inteiro. Os produtores sofrem com a perda das cabeças de gado. A doença afeta diretamente a exportação da carne. Os países que fazem a importação da carne geralmente tem critérios rigorosos quanto à qualidade do produto. Eles restringem a compra de países que sejam foco da aftosa.
Já a população em geral percebe o efeito da doença quando vai aos mercados comprar carne bovina e derivados do leite, pois o preço desses produtos aumenta quando existem focos da doença. Nos humanos a doença não causa grandes problemas.
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Qual a importânica da vacina de aftosa?

O médico veterinário e Chefe do Serviço de Saúde Animal da Superintendência Federal de Agricultura de MS – (SFA/MS), Elvio P. Cazola, explica que o setor agropecuário e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) seguem na luta contra a febre aftosa. Tudo em busca de um país livre da doença.
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“A vacinação contra a febre aftosa existe em grande parte da América do Sul, como uma das principais estratégias dos programas nacionais de erradicação”, afirma Elvio.

Não perca os prazos da vacinação

A campanha começou no dia 30 de abril e vai até o dia 31 de maio. Na região do Pantanal o prazo ainda se estende até o dia 15 de junho.  Veja o calendário de vacinação contra aftosa para sua região aqui.
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Cuidados necessários com a vacina de aftosa

O chefe do Serviço de Saúde Animal do SFA/MS fala sobre as precauções que se deve no processo de vacinação.
  • Adquirir a vacina somente em estabelecimentos credenciados pelo órgão de defesa sanitária animal. Como é o caso da Agroline
  • Tomar cuidado com a conservação, transporte e armazenamento da vacina de aftosa
  • Usar materiais esterilizados previamente e agulhas com o calibre e tamanho indicado
  • Tomar cuidado para aplicar no local recomendado
  • Ter cuidado para o manejo adequado dos animais no brete

Qual é o futuro da prevenção da febre aftosa?

Segundo o veterinário, o Programa Nacional de Erradicação e prevenção da Febre Aftosa – PNEFA, instituiu o Plano Estratégico – 2017 – 2026. O palno faz uma avaliação do cenário atual da febre aftosa. ” O avanço observado na erradicação da febre aftosa na América do Sul é considerável, particularmente em áreas consideradas endêmicas ou com ocorrência esporádica no início da década” ele afirma.
Ainda de acordo com Elvio, a implantação progressiva de zonas livres de febre aftosa avançou significativamente no país, predominantemente com vacinação, e está em vias de se completar.
Depois de alcançar a ausência prolongada de focos da doença, o próximo passo é avançar para o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação.
O Plano Estratégico cita “Nos últimos dez anos, o Brasil vem galgando posições de destaque no mercado mundial de produtos de origem animal devido ao melhoramento progressivo da situação sanitária do seu rebanho animal. Além da inegável qualidade dos produtos exportados”.
A estratégia para os próximos 10 anos tem como objetivo principal  criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa. Ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira.